sábado, janeiro 23, 2010

a tua sede




sequioso queimas a boca

com palavras meias loucas

e suportas o folgo ardente

da mão inundada e listrada



a manhã apaga-se nos passos

do silêncio único da tua presença.

no rosto, a sombra triste e frágil

esboçada na ânsia do sono.


a sede é tua.

quebras o gelo das palavras que cantam

no eco de um tempo sem nomes.


aceitas a imagem desfocada

de um corpo indefeso

e a música grita no teu peito,

enquanto neva no inferno da tua alma


então matas a sede com o sangue

que brota de um coração desgastado



helena maltez





22 comentários:

José disse...

Lena!

Na vida temos desencontros e mais desencontro...

Mas em cada reencontro se escreve mais uma página, nas nossas vidas.

Um feliz 2010 e que a felicidade faça parte de ti.

Beijos do

ZezinhoMota

(A oesia do Zezinho - "http://zezinhomota.blogspot.com")

António disse...

Parabéns a você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida

Pummmmmmmmm...

Beijinhos ternos

Mikii disse...

Lindo, lindo, lindo Parabéns
adorei o seu poema vou voltar
Felicidades

Isis disse...

Ok, fiquei atónita. ADORO MESMO os teus poemas. A sério, diz-me que escreves livros ou assim. É que é um desperdicio senão escreveres.
Este poema tá tão lindo, mesmo.
Parabens!
Abraço

mfc disse...

Um poema simultaneamente forte e lindo!

Luis Eme disse...

olá Lena.

é sempre bom ler-te.

bjs

Méon, disse...

A sede de escrever o que está cá dentro!
Sente-se bem!
Sol!

APC disse...

Já tinha saudades de te ler. Beijo

Anónimo disse...

Um sorriso de orelhas, um desenho que se forma, uma vontade que se constroi. Nem preciso dizer que gostei de sua poesia porque na verdade a palavra pra mim tem duas causas: eu te alcança ou se perde. E neste caso, me alcançou por inteiro. Grande abraço

O Profeta disse...

Chove bem no meio do mar
São de fogo as manhãs na ilha
A seda púrpura é lençol de amantes
Os olhos roubam a virtude à maravilha

Enchi a taça com absinto
Ergui o braço, toquei uma nuvem carmim
Ensaiei um passo de dança 
Senti que os pássaros riam de mim

Senti o resto da geada em descalços pés
Calei minha viola de dois corações
Deixei entrar no peito o tamborilar de perdidas gotas
Senti o sabor sal das minhas emoções


Convido-te a partilhar a outra metade


Mágico beijo

© Piedade Araújo Sol disse...

um poema muito belo, embora com uma certa nostalgia.

um bom fim de semana!

beij

Á flor da pele disse...

Palavras intensas que tocam o coração de quem lê...

Nilson Barcelli disse...

Lena, querida amiga, há quanto tempo...
Mas o tempo jamais apagará a amizade.
O teu poema é soberbo, ainda que algo tristonho... espero que esse coração reanime...
Querida amiga, tudo de bom para ti. Volta mais vezes.
Um beijo.

mixtu disse...

a sede
por ti...
sentir

amar...

desfrutar...

comer antes ou depois, antes parece que faz mal, mas uma farmaceutica diz que não...

amar...

ser...

abrazos serranos :)

José Sousa disse...

Adorei o teu poema... Prabens e continua com essa alma...

mixtu disse...

re.matando a sede numa fonte de poesia...

abrazos serrano desde... yaya

rauau disse...

que a cabana continue fecunda
das palavras que fazem a vida

Graça Pires disse...

Fazer das mãos a fonte...
Um belo poema. Lena.
Um beijo.

soli-arte disse...

olá menina.Hoje ando nas visitas.
Como de costume gostei.
Tem uma boa semana .
beijos
TERESA

Ana disse...

A sede que eu tinha de te ler! Hoje descobri que tinhas voltado e sorri !
Um beijo.

Hana disse...

O que vou direi depois desta poesia infinitamente bela! já sei OBRIGADA, minha imensa gratidão pelo lugar mágico, show, sou seguidora agora e venho sempre que puder sonha aqui!
com carinho
Hana

Vitória disse...

Adorei o blog e procurei lugar para seguir mas nao achei.....
Mas gostaria muito de acompanhar este blog
bjs http://cadadiaumaconquista.blogspot.com/